Muitas vezes os problemas ambientais causados pela poluição e pelas alterações climáticas são acentuados devido à má gestão e planeamento da ocupação do território, e à falta de respeito pelas apetências dos territórios, nomeadamente no que toca à sua capacidade de serem explorados para determinados fins.

Um caso muito evidente é o da região da costa oeste dos EUA, uma região com um clima parecido ao que se observa entre França e a Península Ibérica.

Nesta região temos observado secas graves, mas essas secas estão mesmo ligadas à diminuição da precipitação ou há algo mais?

Há algo mais… ou a mais… porque a diminuição da precipitação nem tem sido de todo muito acentuada (pelo menos para já).
A pressão humana, resultante do crescimento populacional, é insustentável numa região onde chove relativamente pouco, mas que observou uma duplicação da população em apenas 30 e poucos anos.

Cidades especialmente da Califórnia (com clima e topografia muito similares a Marrocos) onde habitam milhões de pessoas, sobrevivem da exploração de barragens, em bacias hidrográficas onde chove menos do que no sul da Península Ibérica.

Além da alimentação direta das cidades, acresce a pressão para regar campos de cultivo, campos de golfe, etc.

Neste contexto a escassez crónica de água, a sobrexploração dos aquíferos e a destruição de áreas de captação e recarga natural, tendem gradualmente a agravar uma situação que não parece ter grande solução.

No futuro as alterações do clima naquelas regiões poderão diminuir ainda mais a precipitação, embora haja algum debate nesse aspeto, mas a subida da temperatura média deverá sim aumentar de forma significativa a evaporação, pelo que a precipitação efectiva vai acabar por ser menor.

O que se faz para resolver este problema? Com certeza que será preciso implementar medidas de gestão e ordenamento do território… mas serão suficientes?
Não sabemos…