Há uns meses colocámos um artigo sobre os erros dos modelos climáticos, muitos deles exageraram nas tendências de aquecimento global nas últimas décadas.

Um estudo feito este ano sugere que os erros se devem à fraca capacidade dos modelos simularem as interacções entre os aerossóis e a radiação solar.

Os aerossóis são partículas naturais e/ou libertadas pelas atividades humanas, que ficam em suspensão na atmosfera.
Essas partículas podem absorver ou refletir a luz solar e influenciam bastante a formação de nuvens, o que ajuda a refletir a energia vinda do sol.

Sendo as nuvens e os aerossóis elementos do sistema climático extremamente dificeis de simular pelos modelos, a interacção destes dois torna as coisas ainda mais complicadas.

Existe a possibilidade da maior resiliência do sistema climático se dever à acção dos aerossóis, o que é um bom sinal, mas tem um senão.

Caso essa resiliência se deva ao aumento da carga aerossóis proveniente da poluição humana, então quando os índices de poluição diminuírem, haverá menos aerossóis que bloqueiem a luz do sol e ajudem a formar nuvens….portanto os gases com efeito de estufa poderão atuar com muito mais eficácia a reter a energia do sol.

Caso isso ocorra, poderemos ter um agravamento das alterações climáticas, algo que já foi explorado num artigo anterior sobre a Antárctida e os sinais preocupantes que de lá temos vindo a receber.

Como sempre dissemos, é importante manter o patamar de aquecimento abaixo dos 2-3ºC para evitar mudanças mais dramáticas e complicadas…. esperemos que tal se venha a cumprir.