Em alguns anos o comportamento da corrente de jato altera-se, tornando o fluxo mais ondulatório.
Alguns fenómenos contribuem para isto, nomeadamente padrões de convecção sobre o Pacífico central.

Quando a corrente de jato se torna mais ondulatória, ocorre transferência de energia para a estratosfera, distorção do fluxo na estratosfera e consequente colapso do vórtice polar com aquecimento da estratosfera.
Após o colapso do vórtice polar na estratosfera, tende a haver um feedback que leva ainda a mais bloqueio na troposfera, o que chamamos bloqueios nas latitudes altas.

O colapso do vórtice polar é um fenómeno que está intimamente ligado com os padrões de circulação extratropical ( fora dos trópicos ) durante o inverno no hemisfério norte, com consequências profundas no estado do tempo.

Ao favorecer bloqueio nas latitudes altas, estes eventos geram um transporte de ar anormalmente estável para as regiões polares, e um subsequente “despejo” de ar frio e instável para sul.

Isto gera tempo seco nas latitudes mais altas, como por exemplo no norte da Europa, enquanto que nas latitudes temperadas e subtropicais ocorrem eventos de tempo anormalmente frio e/ou chuvoso.

Os efeitos dos eventos de colapso do vórtice polar podem durar entre 45 e 60 dias, e são influenciados por uma série de fatores, alguns dos quais ainda não temos um conhecimento total.
No futuro, não sabemos ao certo quais os impactos das alterações climáticas nestes processos, mas especula-se que o aquecimento global poderá tornar estes eventos mais frequentes.