• Principal
  • Notícia
  • Gráfico da semana: o declínio do iídiche, a ascensão do tagalo

Gráfico da semana: o declínio do iídiche, a ascensão do tagalo

Gráfico dos idiomas falados nos EUA ao longo do tempo


Os Estados Unidos têm sido um país poliglota desde antes de serem um país. Já em 1646, nada menos que 18 línguas eram faladas na Ilha de Manhattan. O alemão era comum na Pensilvânia da era colonial. A comunidade holandesa de Nova York manteve sua língua por muito tempo depois da conquista do que havia sido Nova Amsterdã pelos ingleses. E os escravos africanos falavam dezenas de línguas e dialetos nativos. Mas a contínua diversidade linguística do país está sempre evoluindo e ainda pode gerar polêmica, como a Coca-Cola descobriu com seu anúncio recente no Super Bowl.

Gráficos de idioma, como este do Censo dos EUA, refletem as mudanças demográficas do país. O espanhol é esmagadoramente o idioma diferente do inglês mais comum, como tem sido desde que o Census Bureau iniciou pesquisas detalhadas de idioma na década de 1970. De acordo com a Pesquisa da Comunidade Americana de 2011, quase 13% da população (37,6 milhões de pessoas) falava espanhol ou um crioulo espanhol em casa. Além disso, porém, o gráfico ilustra a mudança na composição da população dos EUA.

Em 1980, por exemplo, apenas cerca de 630.000 pessoas falavam chinês em casa; em 2001, quase 2,9 milhões o fizeram. O número de falantes do tagalo mais do que triplicou nesse período, para cerca de 1,6 milhão. Em contraste, as línguas faladas por grupos de imigrantes mais velhos continuam em declínio. Em 2011, por exemplo, apenas cerca de 161.000 pessoas relataram falar iídiche em casa, cerca da metade do que em 1980. Observe que, como o gráfico exibe apenas os idiomas para os quais estavam disponíveis dados comparáveis ​​para todos os períodos, outros idiomas amplamente falados, como o árabe (952.000 falantes em 2011), hindi (645.000) e urdu (374.000) não são exibidos.

Como se poderia esperar, a prevalência da linguagem varia consideravelmente de acordo com a geografia. Chicago, por exemplo, mantém uma concentração de falantes de polonês, enquanto o árabe é a língua predominante (além do inglês e do espanhol) na área de Detroit.