Durante este início de Julho assistiremos a um evento de calor recorde no Alasca, associado a um sistema de altas pressões estacionado sobre aquela região do Globo.

Esperam-se temperaturas recorde que vão superar os máximos históricos em muitos locais.

Para agravar a situação, temos tido alterações dramáticas do clima nas regiões subpolares tanto no Alasca, em torno ao Mar de Bering, como também do lado Atlântico do Ártico.

Nos últimos anos houve uma perda critica de gelo, e uma alteração da dinâmica da atmosfera e do oceano nessa regiões, esta onda de calor vai ajudar a injectar mais energia no Mar de Bering o que poderá acentuar o ciclo de alterações oceânicas e atmosféricas que a região está a  sentir.

Estas mudanças nos climas subpolares estão a seguir as tendências estudadas em relação aos impactos das alterações climáticas, nomeadamente com o maior aquecimento das latitudes polares face ás latitudes mais baixas e o posterior efeito na circulação da atmosfera, no sentido de a tornar mais caótica e bloqueada, gerando posteriormente mais situações extremas.

Nos últimos 5 anos a presença de menos gelo e águas mais quentes no Pacifico Norte, um fenómeno chamado de “warm blob “, tem gerado mudanças no estado do tempo na América do Norte, levando a uma subida das temperaturas no Alasca e no oeste do Canadá, e a mais eventos de frio extremo no Inverno nos EUA.
Um fenómeno similar de acumulação de águas quentes está também a ocorrer em torno ás ilhas Svalbard a norte da Noruega.

https://www.sciencealert.com/the-massive-blob-in-the-pacific-is-back-and-it-might-bring-even-more-insane-weather