A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo.

É tão grande que produz cerca de 6% do oxigénio que actualmente circula na atmosfera anualmente.
Este oxigénio é praticamente todo ele usado na manutenção dos seres vivos da floresta, mas uma pequena percentagem, em torno a 0,01% contribui para a manutenção dos níveis de oxigénio atmosférico do planeta, à escala geológica.

Ainda mais importante que a questão do oxigénio, a floresta atua como reservatório de carbono, ao remover dióxido de carbono da atmosfera, acumulando-o. A Amazónia retém cerca de 20% do carbono mundial, contribuindo assim para a regulação dos níveis de C02 atmosférico e, portanto, regulação da temperatura do planeta.

A acumulação de carbono em compostos orgânicos fertiliza assim a própria floresta, e ainda uma boa parte é escoada pelo rio Amazonas e injectada no Atlântico, alimentando os ciclos biofísicos do ecossistema oceânico.

A floresta não só participa ativamente nos ciclos do carbono e do oxigénio, como tem também tamanho suficiente para regular as condições climáticas e meteorológicas sobre grande parte da América do Sul, e, portanto, contribui para as dinâmicas da circulação geral da atmosfera.

Alem de ser importante do ponto de vista das dinâmicas biofísicas do planeta, a Amazónia tem um potencial enorme no que toca à existência de seres vivos cujo estudo poderá contribuir enormemente para o avanço da ciência.

É portanto um enorme recurso natural que deve ser estudado e cuja exploração deve ser feita com um cuidado especial de forma a não degradar as suas valências.

Infelizmente a floresta sofre um ataque constante por parte da humanidade, tendo sido derrubadas enormes áreas dela devido à procura por madeiras exóticas, abertura de minas, exploração agro-pecuária e expansão de áreas urbanas e vias de comunicação.

O ritmo de desflorestação anual tem diminuído desde os aos 90 mas estima-se que cerca de 20% da floresta tenha sido destruída desde os anos 70, ou seja, em 40 anos 20% da floresta perdeu-se de forma irremediável e a sua recuperação é extremamente dispendiosa e impraticável.

Desde os anos 2000 que o ritmo de desflorestação estabilizou, excepto um pico em 2016 e 2017… o ritmo actual  de desflorestação ronda os 51800 km2 por ano. A este ritmo a floresta deverá ser totalmente erradicada em pouco mais de 100 anos, só que estes processos tendem a ser exponenciais, portanto,quanto mais floresta é abatida, mais as condições bioclimáticas mudam e mais facilmente se degrada o que sobra… este ciclo é exponencial pelo que o mais provável é que ao ritmo actual a floresta venha a sofrer danos irreparáveis numa questão de algumas décadas.

Esta floresta deve ser preservada, é uma dádiva da natureza que ajuda a manter o planeta no seu estado actual, é como um dos órgãos vitais que assegura o equilíbrio biofísico do planeta, e permite que todas as espécies incluindo os humanos continuem a pisar este mundo.

A destruição desta floresta poderá desregular de forma muito apreciável o clima de toda a América do sul, e também geral alterações no clima á escala mundial.
Isto porque a Amazónia é extremamente eficiente a reter humidade e a gerar convecção, ou seja, desenvolvimento de nuvens aliada à circulação da zona de convergência intertropical.

Alem disso influenciar o clima local, também influencia toda a dinâmica da atmosfera mundial, ao interferir com os ciclos de convecção nos trópicos ( ondas de kelvin atmosféricas e oscilação de Madden-Julian )

Caso a floresta seja destruída, as dinâmicas da circulação sobre aquela região do globo serão afetadas e por tabela vamos todos sofrer impactos no que toca a alterações no clima e nas condições meteorológicas.

Todas as grandes florestas tropicais e os oceanos tropicais do mundo são extremamente importantes para o equilíbrio climático, porque é nos trópicos onde incide mais energia do sol, e todo o motor termodinâmico da atmosfera, baseado no ciclo da água, é iniciado nas regiões tropicais, e depois alimentado pelas diferenças de temperatura entre os trópicos e os pólos.

Mudanças neste mecanismo base implicam posteriormente alterações extremas na forma como a atmosfera se comporta.

Nos últimos anos temos assistido a grandes vagas de incêndios sobre a Amazónia e também a situações de seca graves ocasionais.

A ocorrência de incêndios nas grandes florestas do mundo é normal, é um mecanismo natural de reciclagem de partes “velhas” da floresta… só que estes incendios que temos vindo a observar são causados por mão humana e apenas com o intuito de destruir.

Tem sucedido que os incêndios ocorridos estão a tomar proporções cada vez maiores e por vezes lavram descontrolados, ajudados pela ocorrência de eventos de seca.
Julga-se que estes eventos de seca são já um sintoma de alterações locais no clima causados pela destruição da floresta, que depois gera uma diminuição da capacidade da floresta reter humidade e manter a atmosfera húmida em seu redor.

Este é um sintoma crítico e indica que temos de tomar medidas rápidas e drásticas para impedir mais destruição da floresta de forma imediata.

Mais uma vez, é um problema que está ao nosso alcance e que só não é resolvido devido aos interesses económicos das grandes corporações… bastava fazer ajustes mínimos à economia, regular melhor as actividades económicas relacionadas com a floresta ou mudar a forma como utilizamos a floresta para que a nossa relação com ela seja mais simbiótica…mas infelizmente o dinheiro está acima de tudo e o que interessa é fazer dinheiro agora. A riqueza imediata rege o mundo em vez da vontade de viver bem e em harmonia com o planeta e de garantir futuro para as gerações vindouras.

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