A atmosfera é constituída por gases que se comportam como fluidos.

Como tal, a atmosfera está cheia de processos ondulatórios, que se originam quando há interacção entre massas de ar com diferentes densidades ou quando há orografia (como montanhas ou mesmo cidades), ou processos como trovoadas e tempestades, que atuam mecanicamente no sentido de distorcer o fluxo das massas de ar.

As ondas gravíticas internas são ondas que ocorrem no seio da atmosfera, geralmente em resposta a processos turbulentos gerados pelos mecanismos acima descritos, essas ondas podem propagar-se por milhares de quilómetros e gerar até nuvens nas suas cristas.
Estas ondas são muito comuns, não alteram o fluxo das massas de ar, comportando-se de forma muito semelhante às ondas do mar.

As ondas estáticas são um tipo de onda interna, mas de caráter persistente e estático.
Usualmente forma-se quando o fluxo atmosférico é perturbado, e as características de velocidade em proporção com a amplitude da perturbação, geram um conjunto de ondas que se mantêm no mesmo lugar durante várias horas ou até dias.
Este comportamento é característico do fluxo sobre regiões montanhosas e muitas vezes associado à génese de nuvens lenticulares (altocumulus lenticularis).

Há mais exemplos de ondas na atmosfera, como por exemplo a oscilação quase-bienal do fluxo na estratosfera próximo ao equador ou as ondas de Kelvin (que resultam da interação com a força de coriolis), estas ondas são mais complexas, mas no fundo acabam por se comportar segundo os mesmos princípios físicos que regem o domínio dos padrões ondulatórios.

Tudo na natureza vibra, desde o átomo, à luz, até à atmosfera…

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