Nos últimos dias temos assistido a fenómenos de nevoeiros persistentes ao longo de todo o dia que, no local onde permanecem sem dissipar, impedem que as máximas subam muito e possibilitando dias quase sem variações de temperatura, com tardes frias.

Por vezes, algumas dezenas de km ao lado encontramos céu pouco nublado e sem qualquer nevoeiro.

Neste exemplo de dia 22 de Dezembro verificou-se isso mesmo. O nevoeiro que não se dissipou provocou máximas mais baixas do que eram expectáveis, pois o céu obscurecido pelo mesmo impediu que grande parte da radiação solar entrasse e, consequentemente, aquecesse a superfície.

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Satélite EUMETSAT, sendo visíveis as áreas litorais do distrito de Lisboa sem nevoeiro, mas toda a área mais interior de Lisboa, Almada, Montijo, e em linha até Tomar (Vale do Tejo) com nevoeiros persistentes.

 

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Gráfico do Cabo Raso, onde o nevoeiro não permanecia durante a tarde, com máximas entre 14 e 15 ºC nos dias 22/23.

 

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Gráfico de Almada, já sob alguma influência do nevoeiro/neblina, com máximas de 11 a 12 ºC no dias 22/23.

 

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Gráfico do Barreiro, com máximas na casa dos 10 ºC nos dias em causa.

 

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Em Lisboa/Aeroporto, dada a cota de altitude superior a 100 metros e a sua localização no interior da mancha de nevoeiro visível na imagem de satélite, a máxima foi ainda mais baixa, pouco acima de 8 ºC no dia 22.

 

É ainda visível o acentuado arrefecimento generalizado em relação aos dias da semana passada, em que nos encontrávamos sob valores acima da média para o mês de referência.

 

 

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