201505

Fonte: https://www.ncdc.noaa.gov/sotc/global/201505

Segundo o último relatório sobre o clima de maio de 2015, apresentado pela NOAA, o referido mês foi o mês em que as temperaturas médias globais do ar e dos oceanos foram as mais altas desde que há registos (1880), embora haja registos anteriores a 1880, estes não são considerados por falta de calibração dos instrumentos de medição.

Segundo a imagem acima disponibilizada pela agência estatal americana NOAA é importante referir que associadas a estas temperaturas médias elevadas estão eventos e anomalias que são um potencial risco para as sociedades e vida humana.
Destaco a onda de calor registada na India (que entretanto já se estendeu ao Paquistão) com 2200 mortes potencialmente associadas.

 

 

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Cheias no Texas- Maio 2015

Em alguns estados dos EUA (Colorado, Texas e Oklahoma), Maio de 2015 foi também o mês com maior precipitação desde que há registos.

 

Com base nos últimos dados de observação da temperatura da superficie da água do mar  faixa equatorial do Oceano Pacífico (Centro-Leste), a condição El Niño Moderado/Forte tem possibilidades superiores a 90% de se manter até ao final de 2015 e possibilidades superiores a 85% de continuar até ao primeiro trimestre de 2016. O fenómeno El Niño está precisamente associado e globalmente interligado aos eventos descritos à Análise Climatológica Global de Maio de 2015 descrita e revelada pela NOAA.

 

Por cá e pelo território do continente o mês de maio de 2015 foi registado como um mês que teve médias de temperaturas máximas muito superiores às normais (1971-2000).

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Fonte: IPMA

O interior alentejano registou temperaturas médias máximas de aprox 6,5ºC superiores às normais.

Segundo o boletim climatológico de maio de 2015 do IPMA, “O valor médio da temperatura média do ar, 18.67 °C, foi muito superior ao valor normal, com anomalia
de +2.94 °C, sendo para o mês de maio o 2º valor mais alto desde 1931…”

 

 

Situação muito semelhante tiveram os nossos vizinhos espanhóis em que o mês de maio de 2015 foi também o segundo mais quente desde 1961, segundo o boletim climatológico da AEMET, sendo no entanto o mês com as temperaturas máximas médias mais elevadas.

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Fonte: AEMET

Não há dúvida que sobre a situação referida na Península Ibérica muito contribuiu uma situação sinótica caracterizada sobretudo por nos níveis baixos a influência de um anticiclone sobre o Arquipélago dos Açores estendendo-se em crista sobre o sul da Península Ibérica e trazendo um regime de ventos do quadrante Leste bastante seco e quente.
Em altitude a situação era caracterizada por uma depressão que oscilava entre o Norte de África e o sul da Península Ibérica, advectando uma massa de ar também ela muito seca mas termodinâmicamente instável.