Fig1. TEMPERATURAS ÁS 06UTC, DIA 11/09/2017

Em Setembro, estamos na altura do ano em que as temperaturas começam a descer, embora esta descida só se torne mais abrupta a partir de Outubro.

Ainda assim nota-se que algumas noites começam a ficar mais frias, em especial quando há transporte de massas de ar mais secas e continentais sobre o território.

Quando o ar mais seco e estável encontra vales ou planícies onde possa repousar durante a noite, formam-se camadas de ar frio com algumas dezenas ou centenas de metros de espessura que cobrem esses vales e planícies, tornando as noites particularmente mais frias.

Sucede que por cima desse ar frio circula ar mais quente, e locais que estejam mais altos ou que estejam sob efeito de vento e turbulência na atmosfera que não deixe o ar frio estabelecer-se junto ao solo, acabam por ter noites bem menos frias.

A este fenómeno chama-se inversão térmica, e temos como exemplo estes valores de temperatura hoje ás 6UTC no sul do território, com diferenças abismais em poucos kms.

As inversões térmicas são muito comuns em Portugal Continental, e por vezes fazem com que grandes regiões a baixa altitude como o Vale do Tejo, Douro, Sado ou as planícies do Alentejo e outros pontos como vales de pequenos rios ou pequenos vales sejam bem mais frios do que as montanhas, há dias que faz bem mais frio no fundo do Vale do Douro, até com nevoeiros gelados, do que no cimo da Serra da Estrela.

Dentro das camadas de inversão térmica muitas vezes há risco de degradação da qualidade do ar, devido á acumulação de poluentes misturados na camada de ar frio, que não se conseguem libertar.

As Inversões térmicas são mais fortes entre Novembro e Abril e ocorrem sempre que haja ar seco e condições de bom tempo…em dias de mau tempo estas não ocorrem porque a atmosfera apresenta-se muito turbulenta.