Um nome “estranho” para mais um tipo de fenómeno ondulatório da atmosfera, na verdade bastante simples de explicar.

Como é visível na imagem, este tipo de onda está associada muito frequentemente a nebulosidade estratiforme.

Isto significa que há duas camadas, uma camada mais fria e húmida inferior a outra camada mais seca e estável.

Entre as duas forma-se um limite, muitas vezes sarapintado por nebulosidade do tipo altoestratus ou estratocumulus, que podem assumir um comportamento ondulatório no interface entre as massas de ar de distintas características.

No entanto, o aspecto muito acusado de “onda do mar” clássico da instabilidade de Kelvin Helmholtz, desenvolve-se devido à presença de ventos intensos em altitude, na camada imediatamente acima à camada onde se gera a nebulosidade.

A presença desses ventos gera turbulência e as ondas acabam amplificadas, muitas vezes chegando mesmo a quebrar e a formar vortices.

Estas nuvens estão portanto associadas a regimes turbulentos com mistura turbulenta das massas de ar que circulam, o que significa que os aviões ao passar por estas camadas estão por vezes sujeitos a levar com alguma agitação… 🙂