Depois de vários anos em que o buraco na camada de ozono sobre a Antártida tinha mostrado sinais de recuperação, a expansão registada em 2015  inverteu a tendência e é, neste momento, uma dos maiores já observadas.

Conforme relatado pela Organização Meteorológica Mundial, a 2 de Outubro foi medida uma área de 28,2 km2, o que representa a maior extensão de sempre do buraco da camada de ozono neste espaço de tempo. Outros dados estatísticos registados nas últimas semanas, confirmam a má notícia.

 

Depleção do ozônio

A camada do ozono estratosférico está 25 km acima de nós e é responsável pela filtragem dos raios ultravioletas mais nocivos do sol.

A destruição do ozono ocorre todos os anos (naturalmente) durante a primavera no hemisfério sul, devido às temperaturas extremamente frias na estratosfera e, de forma artificial, pela utilização de gases nas indústrias, ao longo de todo o ano.

 

ozono

 

Ciclo anual

O aumento de níveis de cloro na atmosfera desde o início dos anos 1980 com o uso de gases chamado cloroflourocarbonetos (CFC) causa uma diminuição na densidade da camada de ozono que cobre a Antártida.

Desde 1980, este buraco tem-se expandido durante a primavera do hemisfério sul (em agosto e setembro) e é reduzido periodicamente.

Graças à proibição internacional desses produtos químicos (CFC), a camada do ozono tem recuperado lentamente.

 

Contrapartida da fase de CFC

A principal melhoria da camada do ozono veio após a implementação do Protocolo de Montreal. Isto significa que se conseguiram reduzir as emissões de gases que utilizam clorofluorcarbono (CFC) em espumas, aerossóis e 90% de equipamento de combate a incêndios, como os Halon.

Em contrapartida, muitos destes gases foram substituídos por gases de efeito estufa, movendo-se em certa medida, o problema ambiental para outro estágio.

E é que os hidrofluorocarbonetos (HFC), substitutos dos CFC, aumentam cerca de 7% a cada ano e, embora não afectem a camada de ozono contribuem para o aumento da temperatura global da Terra, resultante do efeito de estufa.

 

Mais trabalho

Como indicado pela NASA ainda há dúvidas sobre se o aquecimento da estratosfera na Antártida a longo prazo pode contribuir para a redução dessa destruição do ozono.

Na verdade, os cientistas estão a tentar determinar se a tendência do buraco do ozono na última década é também o resultado do aumento da temperatura.

 

 

Fonte original: www.cazatormentas.net