Tendo em conta a evolução das temperaturas das águas do Pacífico Norte, anteviu-se uma temporada de ciclones tropicais histórica.

Nunca antes tinha havido tantos furacões de escala 4 e 5 no Hemisfério Norte. O record foi batido a 17 de outubro, quando o Koppu alcançou a categoria de super tufão, perto das Filipinas. Depois, com o Champi, que também alcançou a categoria 4, aproximando-se de novo das Filipinas, e os furacões Olaf e Patricia, o número continuou a subir.

Somam-se já 21 ciclones tropicais de categorias 4 e 5, as máximas da escala Saffir-Simpson.

Furacão Patrícia

De acordo com o cientista norte-americano Philip Klotzbach, o record anterior era de 18 tufões e furacões destas escalas, estabelecido em 2004. Claramente, a influência do fenómeno climático de El Niño manifestou-se nestas ocasiões.

Houve ainda anomalias positivas muito significativas da temperatura das águas, também nas regiões tropical e subtropical do Atlântico Norte, e também nas águas do Índico Norte, com um Mar Arábico mais quente que nunca (desde que se têm registos) nesta época do ano.

Um relatório da NOAA para o mês de Setembro indica que a temperatura média da água dos oceanos esteve 0,81ºC acima da média, o desvio mais alto desde que se têm registos, superando-se em +0,07ºC o record anterior de setembro de 2014.

Parece claro que, quanto mais elevada a temperatura dos oceanos, maior é a actividade de ciclones tropicais intensos.

 

Fonte original: www.cazatormentas.net